09 / 10 / 2013

Fiat Cinquecento: 500 motivos para curtir!

Em 1957 o Fiat 500 (Cinquecento, pra quem quer enrolar a língua) iniciou a sua notável carreira oferecendo uma mobilidade espartana, mas muito eficaz pelo baixíssimo consumo de combustível e mínima necessidade de manutenção. Evidentemente, após 50 anos, muitas coisas mudaram e a única semelhança entre a primeira geração e o 500 nesse momento aqui comercializado, certamente é o charme.

Via México >> A geração atual ofertada nas concessionárias da marca italiana é fabricada em Toluca (México) e chega por aqui isenta de imposto de importação. O 500 consumido no mercado nacional é praticamente o mesmo vendido nos Estados Unidos. Antes dele, a Fiat importava a versão europeia feita em Tychy (Polônia). A diferença externa básica entre um e o outro são os piscas extras posicionados na parte de fora dos para-lamas dianteiros (exigência nos EUA). Há, também, um ajuste de suspensão distinto. O carro feito no México é mais firme, perdendo (mesmo que minimamente) um pouquinho do conforto em relação ao polonês.

Possibilidades >> Anteriormente ele era ofertado em duas versões (Sport 1.4 16V e Lounge Dualogic). Hoje existem cinco no catálogo: Cult 1.4 8 válvulas (mesmo motor do Uno 1.4, por cerca de R$ 43.050), Cult Dualogic (câmbio automatizado, R$ 46.150), Sport Air (R$ 50.130) e Sport Air automático (R$ 54.220). A empresa também oferece o 500 cabriolet (sem capota), que é o mais caro da família custando R$ 62.290.

Diversão >> Passei alguns dias rodando nesse Cinquecento vermelhinho que você confere nas fotos e confesso: dentre as centenas de carros que já testei nos últimos 11 anos, poucas vezes guiei algo tão divertido e adequado para a mobilidade urbana como ele. Muito ágil e facílimo de manobrar (principalmente nos estacionamentos), o novo 500 é disponibilizado com duas opções de motor, três possibilidades de câmbio e também três pacotes de equipamentos. O motor 1.4 8V é o mesmo utilizado no Novo Uno 1.4. São 88 cv e 12,5 kgf.m de potência e torque máximos, respectivamente. O carro avaliado tinha essa configuração. Aí vem a dúvida: satisfaz ou não satisfaz? Anda bem ou é amarrado? Com esse propulsor o 500 chega numa relação peso-potência (no meu gosto pessoal) muito alta de 12,9 kg/hp, o que limita o prazer.

Pra quem gosta de subir ladeiras com maior desenvoltura e desfrutar de uma condução mais esportiva, é muito melhor gastar um pouquinho mais e optar pelo 1.4 Multiair com 16 válvulas. Esse daí doa 105 cv de potência e torque de 13,6 kgf.m. A relação peso-potência aqui já melhora bastante, caindo para 10,8 kg/hp, fazendo o compacto (quase) chegar na fronteira entre um ex-carro comum para um legítimo esportivo. Portanto, se queres algo mais esperto, não hesite e leve esse de 105 cv.

Aconchego >> Já ouviu falar em carros que ´vestem´ os seus ocupantes? O 500 é um deles. O cockpit é muito compacto, mas, de tão bem desenhado e com ergonomia quase perfeita, não chega a ser claustrofóbico. A Fiat caprichou num design interior moderníssimo, com as curvas caracterizando-se como traços mandatórios na arquitetura desse carismático carrinho. Ele é um veículo para dois adultos e, no máximo, duas crianças de até 10 anos nos assentos traseiros. Cabem adultos lá atrás, mas aí a classe da viagem despenca para o tipo “SE” (sardinha espremida)… Não dá.

Reações >> Eu tenho um velho amigo que possui dois helicópteros (de brinquedo) e uma vez perguntaram na rua se ele “não havia tido infância”. Rápido no gatilho, soltou a resposta clássica dos homens que só após crescerem conseguem realizar alguns sonhos: – “Tive sim, só não tive grana pra brincar de helicóptero…” O Fiat 500 talvez tenha um pouco disso, da coisa do brinquedo para adultos que gostam de se distrair.

Por experiência própria, posso dizer que foram dias divertidíssimos a bordo desse compacto que faz curvas como poucos, tem bom equilíbrio (mesmo na alta), freia sem provocar desvios de rota e, antes disso tudo, é um show à parte nas nossas ruas lotadas de carros parecidos uns com os outros.

Melhor seria se… >> ...todos os Fiat 500 (só e somente só) saíssem de fábrica com a preparação da Abarth (braço esportivo da Fiat). Aí, sim, há em mãos o cume do deleite e sedução italianos com seu espetacular motor 1.4 turbo de 160 cv, freio a disco nas 4 rodas e desenho mais ´abusado´. No entanto, para uma utilização urbana, sem pressa, dada a passeios mais tranquilos… o charme do 500 com o motor menor, já basta. I FA.

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