08 / 11 / 2017

Honda Fit: a equação da racionalidade

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Com um carisma acima da média, o Fit é um dos produtos mais bem sucedidos da Honda em todo o mundo. Curiosamente, a marca japonesa não adotou para o mercado brasileiro a simpática nomenclatura ´Jazz´, seu nome em praticamente todos os outros países aonde é comercializado. Passei uns dias testando a versão mais luxuosa da linha (EXL) e, dentre os roteiros escolhidos, fui passeando até Salvador (BA) com esse monovolume. Se gostei? Com pouquíssimas ressalvas no quesito ´ergonomia´, me agradei muito.

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Mudanças >> A terceira geração do Fit aqui no Brasil, agora já comercializada na configuração ano/modelo 2018, ganhou grade e para-choques novos, alinhando-se com mais ênfase ao esquema estético atual da Honda. O novo portfólio oferece o modelo em cinco diferentes versões: DX; Personal; LX; EX e EXL. Somente a primeira da lista vem com câmbio manual. As demais oferecem a transmissão dita CVT (continuamente variável).

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O esquema de funcionamento dessa caixa de marchas é muito mais agradável e adequado ao uso urbano, já que não há trocas e sim, apenas ascensões ou regressos imperceptíveis conforme a aceleração. Para atender aos motoristas que ainda gostam de trocar marchas, a Honda criou um esquema de simulação eletrônica de trocas, com funcionamento a partir de duas aletas posicionadas atrás do volante.

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Padrão de acabamento >> O Honda Fit é honesto na proposta. A versão EXL vem com bancos em couro, ajuste de altura do assento do motorista e também da coluna de direção. O volante também é recoberto com couro e as partes plásticas geralmente são pintadas de cinza ou preto. O conjunto no geral é bom. Não encontrei, por exemplo, arestas afiadas que possam cortar o dedo de algum ocupante do carro.

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O porta-malas é grande (comporta quatro malas de tamanho médio) e esse compartimento pode ser ampliado com o rebatimento dos encostos dos bancos traseiros. A ausência de ganchinhos ou alças no compartimento de bagagens para segurar pequenas sacolas (ou para prender algum objeto que não possa se movimentar) é incompreensível.

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Por fora >> A versão mais cara (ELX, que parte de R$ 80.900) já vem com grupo óptico frontal com LEDs e também com luzes de rodagem diurna (DLR) nos faróis. Os pneus calçam rodas de liga leve aro 16 polegadas. As configurações mais baratas oferecem rodas de menor diâmetro com opção de liga leve ou de ferro com calotas de plástico.

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Detalhe curioso: as laterais do Fit têm quatro janelas de cada lado. Uma em cada porta, mais uma minúscula e triangular janelinha grudada ao para brisa e outras duas lá atrás (apenas com as funções de doar mais luminosidade e visibilidade ao habitáculo).

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Como anda? >> Não espere do Honda Fit uma performance esportiva de ´tirar o fôlego´. Essa não é a proposta dele. Muito mais do que um veículo para viagens longas, a meu ver, ele tem vocação urbana. Em baixas rotações, é silencioso e agradável de se guiar. A direção elétrica é muito leve e o comando de acionamento do câmbio automático também demanda pouquíssimo esforço.

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Para quem quer uma mobilidade despreocupada e sem grandes gastos de manutenção, uma interessante opção entre R$ 58.000 e R$ 80.900. Seu motor é o mesmo da geração passada: 4 cilindros aspirado (sem adição de turbocompressor), flex, com 115 hp de potência máxima. Merecia, sem a menor dúvida, uns 30 hp a mais para não protestar tanto em altas rotações nas ultrapassagens, por exemplo. Em ciclo urbano consegui uma média de 8,2 km/litro e na estrada, a 100 km/h com duas pessoas a bordo, é possível obter uma média de 14,9 km/litro.

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Frigir do ovos >> No aspecto geral, o Fit não decepciona. Pelo contrário: o espaço interno é muito generoso, com ênfase para o longo entre-eixos que facilita a vida de quem senta no banco de trás. Há espaço para os joelhos das pessoas. A posição de dirigir é boa, mas a Honda comete um pecado mortal nesse carro.

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O assento do motorista tem regulagem de altura. Isso é muito bom, mas a parte de baixo do banco também precisaria ter um ajuste de nível. Se você procura mais altura para ganhar visibilidade frontal, o banco se inclina pra frente e isso pode gerar um pouco de omalgia em longas distâncias, como a viagem de sete horas de duração que fiz. No mais, o Fit é uma boa equação de racionalidade: ágil no trânsito, com ótimo espaço interno e bom valor de revenda. (Fotos: Ricardo Lêdo/Gazeta de Alagoas) 

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