28 / 06 / 2018

Audi A1 chega em breve ao Brasil

A alemã Audi apresentou 2ª geração de seu hatch de entrada, o A1. Não se perdeu na proposta de mudar tudo, a partir do fato de utilizar nova plataforma. Retocou a frente e as laterais para manter a identidade estética sobre a nova base, dita MQB, a mesma do VW Polo. Esta ossatura comum, que tem conseguido baixar o preço em escala, deverá garantir muitos lugares no mercado. Não é sonho de noite de verão da Alemanha, mas a junção da necessidade política, industrial e financeira. O A1 tem muito em comum com o VW Polo: motor, câmbio, suspensões, freios, painel, comandos e o que mais puder ser compartilhado para elevar a nacionalização e diminuir os preços. É a aplicação desta fórmula a viabilizadora de sua produção em conjunto com a Volkswagen no Brasil. Se a Audi quiser se diferenciar das outras alemãs, deverá se libertar das vendas dos produtos limitados pela etiqueta de preço. Ou seja, para vender mais terá que reduzir o valor.

Audi A1: misto com Polo, terá produção local

Audi A1: misto com Polo, terá produção local

Como é? >> O subcompacto tem aproximados 4 m de comprimento. Faz parte da turma de novidades como o Polo, Argo e dos envelhecidos Hyundai HB20 e Chevrolet Onix. Na classificação comercial terá o rótulo de Premium – mais caro. Novo por baixo e por cima (plataforma e carroceria), a 2ª geração passou por bom trabalho estético, com linhas mostrando evolução, solidamente ligadas ao modelo anterior, produto circulando em 700 mil unidades. Para caracterizar evolução para o novo carro, eliminou o arco entre as coluna A e C, optando por alargá-la, pegando carona numa das sólidas características visuais das décadas de sucesso do primo Golf. O foco no mercado suprimiu a versão de duas portas e produzirá apenas a de quatro, mais funcional e para clientela mais ampla. Decisão facilitada pela boa distância entre-eixos de 2,52 m. A simbiose com o Polo segue a mesma tendência corajosamente adotada pelo Renault Scénic há 20 anos, e atualmente no indissociável mix entre Fiat e Jeep: uso intensivo de partes dos irmãos de linha, buscando preços menores dos componentes pelas compras por volume. O novo A1 emprega painel, instrumentação, coluna de direção, comandos em comum com o Polo, alterando-se apenas nas saídas de ar. As mágicas eletrônicas são mantidas com os mostradores virtuais do painel, e a similaridade inclui a tela do painel multimídia aplicada ao Polo. Arquitetura mecânica comum com motores de 3 cilindros 1.0 e 1.5, este último uma evolução do 1.4 feito em São Carlos (SP), ambos TSi (turbo com injeção direta). Na Europa há versão mais espirituosa com motor 2.0 e 200 cv, mas aqui isto tende apenas a ser série especial. Transmissão S-Tronic, automática com 7 velocidades.

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O novo Chevrolet Spin >> A GM fará em julho o lançamento dos retoques faciais de seu monovolume Spin. Um trato para cumprir o ciclo de vida até a substituição por nova família em 2020. A marca vem mostrando partes do automóvel, numa forma de ganhar espaço na imprensa e instigar interesses. Mostrou a nova grade e detalhes do volante multifuncional para as versões de maior preço. Versão de topo, Activ7 (pelo menos é esta a designação para o mercado argentino) foi ao encontro de jornalistas do TN Autos durante sessão de fotos realizada em Buenos Aires para a campanha de lançamento. A operação tenta melhorar as proporções e a aparência do Spin, feio e chamado no mercado pelo apelido de ´Capivara´.

Spin: menos ´Capivara...´

Spin: menos ´Capivara…´

Para atenuar, alterou-se a distribuição de espaços, grade, grupo óptico, para-choques. Dentro, mudanças para caber sete usuários, e a opção do banco intermediário ter curso longitudinal, permitindo mais conforto ou, se rebatido, criar plataforma de carga. Em termos de segurança desconhece-se se houve aplicação de barras transversais nas portas para evitar intrusões em choques ou incorporação do ESP (corretor eletrônico de estabilidade), ou os fixadores Isofix. Boa iniciativa, retirou o estepe até então inexplicavelmente pendurado na tampa traseira em sua falsa pretensão de fazer-se visto como SAV/SUV.

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RODA-A-RODA

FOGO – Jornal Correio Braziliense publicou na quarta-feira (27/6) decisões da Fiat: trazer o modelo 500 de volta ao mercado nacional e importar Alfa Romeo da Argentina. A notícia provocou os Alfisti, mais sanguíneos participantes do universo automobilístico.

CALMA! – Notícia tropeça ao considerar os Alfa como produção argentina e, consultado por mim, fabricante esclareceu não ter havido mudanças desde a publicação, em maio, dos planos da empresa. Os estudos para o produto 500 e a marca Alfa são realizados, mas não há decisão.

MAIOR – Questão de relevo é localizar onde fazer a picape RAM 1500. Decisão já foi tomada para ´latinizá-la´, mas em qual país ainda é nebuloso ante as variáveis de investimento, lucro e prazo de retorno, capacidade de engenharia e seus custos. Argentina, Brasil e México disputam.

NA VEIA – Chinesa Geely olhou o futuro, tomou coragem, investiu nos EUA para fazer os originalmente suecos Volvo. Na Carolina do Sul, em Charleston, produzirá o sedã S60 de comportamento esportivo.

MERCADOS – Com a decisão de fazer aonde vende, conglomerado está nos três maiores mercados do mundo: China, Europa e agora EUA. Inauguração coincide com estudos do governo norte-americano para sobretaxar todos os veículos (e peças) importados, elevando preço e diminuindo a competitividade.

PROCURA-SE – Volvo cumpre a via dolorosa de fabricantes de veículos no Brasil: não guardam seus produtos e, quando por razões promocionais necessitam de um exemplar, vão ao mercado tentando adquirir unidade gasta.

FH – Busca o mais antigo dos modelos FH. Lançado há 25 anos, produto avançado para a época, apresentando a eletrônica embarcada, primeiro passo na revolução tecnológica nestes veículos. Era importados e o sucesso motivou produção local.

0800 – Usualmente neste tipo de busca os fabricantes oferecem um veículo ´0 km´ pelo usado bem cuidado. Mas não parece o caso. Volvo quer localizar caminhão e dono, mas não fala em compensações. Quer ajudar? Os FH chegaram em 1993. Fotos, informações podem auxiliar a localização. Aqui: www.facebook.com/volvocaminhoes

ÓBVIO – Alejandro Furas, diretor geral do LatinNCAP, instituto independente de testes sobre segurança nos veículos à venda na América do Sul, tem frase candente sobre escolha do próximo carro: “É melhor comprar um usado, porém seguro, que um 0 Km com zero estrela…”.

CAFE RACER – Transformação em motocicletas pouco praticada no Brasil, terá ótimo exemplo exposto no BMS, exposição de motos em Curitiba (PR), evento que ocorre entre 17 e 19 de agosto. É a Mighty Four, resultado de trabalho do designer Bruno Costa e do pintor Thiago Zilli, de Caxias do Sul (RS), sobre uma Honda 750 Four de 1979.

Caffeine: uma cafe racer apenas para olhar, pois não está à venda

Caffeine: uma cafe racer apenas para olhar, pois não está à venda

O QUÊ E QUANTO? – Redução da altura, substituição da roda traseira de 17 para 18 polegadas, construção de uma rabeta traseira, reestilo do banco, agora revestido em Alcântara. Exemplar único, a Caffeine não está à venda.

SURPRESA – Catar peças de veículos antigos, especialmente as produzidas à época, ditas no jargão antigomobilístico ´novo estoque antigo´, é missão árdua. Usualmente os comerciantes vão na frente, compram parafusos por centavos, vende-nos por milhões.

JOGO DURO – Caçadores do Audi Tradition (o departamento de história, mantenedor do museu da marca) e do Volkswagen Classic, seguiram dica e chegaram nos arredores de Assunção (Paraguai), no prédio do antigo importador Deisa, aberto em 1953 e fechado há anos.

Para gente insensível, ferro velho. Aos colecionadores, preciosidades

Para gente insensível, ferro velho. Aos colecionadores, preciosidades

CONTEÚDO – Dentro, em peças originais de importador e representante da marca, incluindo motores e caixas de marchas Zero Km, completos, partes para VWs de diversos anos, mecânicas, latas e até dos primeiros Audi da 2ª série. A fim? http://data.vwheritage.com/_inc/pdf/catalogues/flyer_paraguay.pdf

FUTURO – Autódromo Virtual São Paulo e Imab Fechaduras, apropriadamente fecharam patrocínio com Alberto Otazu, estrela em vitórias em provas de kart e fórmulas de base no automobilismo.

RETORNO – Tem índice de aproveitamento de 86,6%. Em mais de 30 provas, apenas em quatro não esteve entre os seis primeiros, tendo vencido metade, largado dez vezes na pole position e mesma quantidade de voltas mais rápidas.

SITUAÇÃO – Brasil, hoje ausente da Fórmula 1 após quase 50 anos, colhe resultados da falta de projeto nacional para formar atletas com características para disputas internacionais. Dinheiro oficial não falta. Falta diretriz.

MODALIDADE – Nesta terra de “Bolsa Presidiário” e Presos importantes soltos, nova modalidade de enriquecimento ilícito: o sujeito furta um carro antigo, localiza o dono e combina resgate para devolvê-lo. Aconteceu em Canoas (RS) com DKW Vemag 1961 furtado em estacionamento e devolvido num shopping após o pagamento…

50 ANOS Tinha tudo para não dar certo, mas se transformou na grande referência para a Ford Brasil. Trata-se do Corcel, tratado como ´Projeto M´, iniciativa da Renault para o modelo R12. Em meio ao desenvolvimento deste e do Projeto E, a Willys-Overland foi assumida pela Ford e, como o ´M´ estava muito adiantado, foi absorvido após auditoria técnico-industrial pela Ford.

Ford Corcel, cinquentão

Ford Corcel, cinquentão

HISTÓRIA – Marcou a vida da companhia, vendeu 1,4 milhão de veículos entre 1968 e 1986; foi o mais econômico dentre os motores 1.6 Ford no mundo; gerou variáveis como a picape Pampa; jipe abortado como protótipo, o Jampa; e gerou o carro mais pretensioso da história, o Del Rey, que surgiu para tentar substituir o Galaxie.

GENTE – Roberto Cortes, presidente e CEO da VW Caminhões, premiado. Automotive Business escolheu-o executivo do ano. Razão maior: confiança inabalável, conquistadora de investimentos da matriz na filial brasileira. Crença no futuro fez bancar o primeiro caminhão elétrico desenvolvido no país. OOOO Yong Woo Lee, o William, presidente da Hyundai Brasil, promoção. Será gestor do novo escritório regional da marca nos EUA. Euihwan Jin, aqui dito “Eduardo”, transferido. Administrava Hyundai Índia e será presidente no Brasil. Já trabalhou aqui entre 2010 e 2016. Talvez implante área de comunicação social na Hyundai. OOOO (Os artigos assinados por colaboradores desse site são de inteira responsabilidade dos seus autores. A editoria geral desse veículo, necessariamente, não concorda com todas as opiniões aqui expressas. Texto desta coluna tem autoria do jornalista Roberto Nasser)

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