11 / 05 / 2018

Em setembro, o Citroën C4 Cactus

Formatado como um dos seus apoios para recuperar vendas e participação no mercado, a Citroën deu como pronta a adequação sul-americana do C4 Cactus ao Mercosul. Sua área regional de desenvolvimento de produto fez mudanças no original francês. Na mecânica, pouco trabalho, sobre plataforma do C3, do C4 Lounge e dos Peugeots 208 e 2008, liderada pelo motor THP 1.6 turbo desenvolvido com a BMW, produzindo iniciais 163 cv. E transmissão automática com 6 velocidades. Não terá tração nas 4 rodas. Para o sul do Equador, maior altura do solo, barras no teto para vender irreal ideia de carro fora de estrada, utilitário esportivo, SUV. Atrás, janelas com vidros ´sobe-e-desce´. Outra diferença estará nos chamados Airbumps, almofadas laterais em plástico aplicadas às portas, reduziram-se em tamanho, e o airbag para o passageiro foi deslocado à parte inferior do painel, também por razões de custos. Carro pronto, mas comercialização só em setembro, garante uma fonte argentina.

Citroën C4 Cactus: chegando em setembro

Citroën C4 Cactus: chegando em setembro

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Das insustentáveis siglas >> Simpático leitor visualiza o veículo descrito pela siglas e pergunta o que significa SUV, SAV, Crossover, CUV, Luav e morfologicamente genérico Monovolume? Se todos os fabricantes intentam descrever algum produto ou família, na prática confundem o consumidor, de universo gabaritado em formas básicas: sedã; cupê e sua variação hatch; camioneta ou perua ou station; jipe; picape. Parece cristalino, porém as variáveis criadas pelos fabricantes turvam as águas do entendimento. A classificação, em vez de síntese, torna-se mistério tangenciando o terreno da empulhação. Na verdade todos miram a mesma imagem, a do veículo com aptidões superiores aos carros das asfaltadas vias públicas, cheios de conforto, um tipo de Range Rover de pobre. Ou, como os designa a imprensa mal formada: ´Jipinhos…´ A sino-francesa Citroën, boa em carros, meteu-se a compor em idioma alheio e foi-se ao inglês classificar o C4 Cactus na sua versão sul-americana. Comento, ´a latere´, por si só a espinhenta designação deve arrepiar clientes, mesma situação dos doentes encaminhados aos hospitais da rede com o sonoro sufixo D’Or. Hospital com dor…? A Citroën classificou o novo produto como um “Hype Tech SUV Regional”. Alah, Shakespeare e Stanislaw Ponte Preta nos socorram!

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O distrato Hyundai x CAOA >> Às vésperas de vencer o contrato decenal de distribuição de seus produtos, a coreana Hyundai avisou à anapolina CAOA a sua intenção de não renová-lo. Empresa goiana contratou o advogado Sérgio Bermudes, um dos conhecidos em matéria de falências e recuperação, e o profissional obteve liminar já festejada pela empresa como decisão. Não é, mas apenas o direito de continuar a operar enquanto o Juiz analisa o mérito do processo. Próximo passo consensual, corte de arbitragem em Frankfurt, Alemanha. A CAOA tem experiência em discutir com múltis. Ao início dos anos ´90, levada aos tribunais pela Renault para situação idêntica, fez mágicas extra processuais. Tantas que mereceu citação em livro sobre a Renault na América Latina. Nele a companhia não elogia o acróstico Carlos Alberto Oliveira Andrade.

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A quizília era esperada, e há anos a empresa se prepara à contestação, ampliando sua rede própria de distribuir Hyundais, mantendo-a mesmo após a marca coreana ter-se instalado no país produzindo o HB20. Há a se reconhecer, por polêmica ou outros adjetivos pejorativos. A CAOA, ao contrário do que divulga, não trouxe a marca ao país, mas implantou-a. Recentemente deu outro passo importante. Em negócio a ser aclarado algum dia, adquiriu, por apenas metade do prejuízo do ano anterior, toda a fábrica da chinesa Chery em Jacareí (SP). E atingiu o patamar desejado: dar-se ao conforto de apenas discutir números indenizatórios com a Hyundai, mantendo atividade industrial e comercial com a Chery.

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Crescer, comunicar, a nova direção da FCA >> Novo presidente da FCA Brasil, Antonio Filosa, 44, italiano de Nápoles, iniciou gestão em périplo pelos principais mercados da marca, encontros de uma hora com revendedores, principais clientes, autoridades, imprensa. Ao contrário do antecessor Stephen Ketter, brasileiro, porém o mais alemão dentre os germânicos, não é o dono da verdade, não incorpora o espírito de GPS, quer comunicar-se. Tem perfil desejado pela administração superior: foi diretor das Fiats do Brasil e da Argentina, passou por áreas fundamentais à formação de gestor maior, como manufatura, processos industriais e compras. Com o país tem maior identificação: vivência, casamento com mineira, e pequeno herdeiro belo-horizontino. Gestão de sua carreira, mudança de postos, embute regra não escrita, produto da grande diferença entre regiões e perfis dos habitantes da Itália. Na matriz Fiat quando querem formulações chamam os milaneses; para adequabilidade, avocam os turineses, ambos elegantes superiores na hipotética organização militar espelhada pela companhia. Mas para fazer, vão buscar os napolitanos, os sargentos que fazem acontecer. Tudo a ver com a função, com dosagem de latinidade hábil a entender o meio ambiente, permear-se com os comandados. Não terá missão fácil. A Fiat era líder vendendo veículos novos montados a partir de recortes sobre partes antigas. Agora, reformulada com produtos novos e, sobretudo, com enorme ganho de qualidade no produto e seus processos, caiu para o terceiro lugar em vendas. As relações com os operários se abespinharam e a rede de distribuição foi à Justiça! Filosa não focará retomar ou comprar a liderança, mas manter o equilíbrio entre produção, vendas e lucros. Deu informação interessante: desenvolvimento de seus produtos considera as exigências quanto à segurança estrutural pelo LatiNCap, o instituto mundial avaliador de segurança a usuários, submetendo veículos novos a impactos padronizados. Sua gestão implementará a conquista de vendas na América Latina. Caso do Chile, renhida praça, e onde estão, democraticamente, quase todas as marcas do mundo, dividindo 200 mil unidades anuais. Lá abriu escritório para fomentar vendas a partir da cobertura de ponto fundamental: assistência técnica. A nova política de produtos da Fiat restringiu opções. Hoje nos salões dos revendedores há Mobi, Uno, Argo, Cronos e picapes Strada, Fiorino e Toro. Produto novo, apenas a picape Strada em 2020. Na ponte de tempo, pequenas alterações e atualizações. Na prática, vendas focadas em preço e promoções. Centra adequar produtos ao formidável momento do agronegócio, consumidor da linha Jeep e das picapes Fiat, como claro nas feiras agropecuárias, tipo salão do automóvel a usuários de canivete, bota e chapéu. Para o mercado nacional, Filosa projeta vendas totais de 2,4 milhões de unidades no corrente ano. Na área coberta por suas responsabilidades, alterou-se o equilíbrio com vizinhos. Brasil evoluiu de 50% do mercado e neste exercício atingirá 65%. América Latina 2,1 milhões; Argentina 0,9 milhão, demais países 1,2 milhão.

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RODA A RODA

DATA – Indústria automobilística mundial focada no 1º de junho. Nele, o Capital Market Day, rótulo FCA ao balanço apresentado aos acionistas, representantes de capitais, governos, imprensa e Plano Quinquenal para suas marcas.

FUTURO – Define capitais para crescer marcas e produtos, localização de fábricas, alocação de recursos, fim ou princípio de automóveis, negócios, desenvolvimento de regiões com implantação de fábricas, ou seu fenecer com o cessar.

MOMENTO – Data importante traça o futuro. Pouco se sabe, mas Antonio Filosa, novo presidente da FCA na América Latina, adiantou que terá mais investimentos na região. Aqui a Fiat tem excelente lucratividade.

PRÁTICA – Também na região, em produto, FCA após sucesso da linha Jeep, insuflará mercado para as picapes RAM. A Alfistas (marca FCA mais desejada e desprezada no mercado brasileiro), mais estudos…

AQUI – Verba para novos veículos sobre plataforma atual, aplicada a Argo e Cronos. Primeiro, nova picape substituindo a líder Strada. Largo prazo: só em 2020.

MARCO – Data especial. Definirá a saída de Sergio Marchionne do comando executivo da empresa; apresentará sucessor por ele indicado; os planos e produtos para os próximos 5 anos.

A LATERE – Marchionne, ítalo-canadense, rico por ter recebido e investido em ações da empresa que ajudou a triunfar, não sairá do cenário, garantido como dono de percentual na Exor, holding controladora da marca e presidente da Ferrari. A recuperação da Fiat, sua transformação em FCA, a excepcional valorização, formam case de administração.

SEGREDO – Não se crê em eventual anúncio da veracidade sobre a especulação de sinergia acionária entre a Ford e a FCA, desejo do presidente Donald Trump.

DUSTER TURBO – Renault testa o Duster II: plataforma atual, porém, com carroceria mais longa 10 cm; motor de 3 cilindros, 1.3 turbo com 130 cv. Produção em Curitiba em 2019.

RECORDE – Toyota Argentina prevê recorde em 2018. Velocidade de produção de 90 minutos por veículo, indica 143 mil unidades, 14% mais sobre as 125 mil da capacidade instalada.

PANORAMA – Vistos os números do primeiro quadrimestre, projeta-se grande disputa de preços e vantagens entre GM e Volkswagen. A primeira cresceu 15,% em vendas, abaixo dos 20% do mercado. VW marcou 38%. Mantida tal diferença, a GM perderá liderança do mercado de veículos para a VW.

EUA – Longo braço da justiça norte-americana chegou a Martin Winterkorn, 70 anos, alemão, ex-poderoso presidente da Volkswagen. Corte em Detroit aceitou denúncia por crime relativo à falsificação dos índices de emissões pelos automóveis diesel da marca. Vêem-no responsável.

DIESELGATE – Como chamado, aplicava programa para driblar a fiscalização. Incontáveis veículos envolvidos, mais de US$ 30 bilhões em gastos pela VW, nove indiciados, dois cumprindo pena, e uma lição mundial: mais barato consertar o problema do que mascará-lo. Se condenado, não será extraditado, mas não é mais o executivo vitorioso. Muito pelo contrário, é recolhido senhor…

INVESTIMENTO – Tens grana? Gostas de aparecer? Nem precisa apreciar carros, mas a quem com tal perfil, oportunidade na área: dia 12 a casa inglesa de leilões Sothesby’s levará a martelo um Lamborghini 0 Km, modelo Huracán branco com distintivos frisos dourados, as cores do Vaticano. Previsão de arremate curiosamente baixa: entre 250 e 350 mil Euros, cerca de R$ 1 milhão e 1,5 milhão.

Lamborghini papal à venda

Lamborghini papal à venda

ORIGEM – Barato ou caro, pouco se dá. O diferencial importante está no fato de conter autógrafo do Papa Francisco, recebido como doação do fabricante, para ser leiloado. Valor apurado irá a obras pias: 70% para a cidade de Nineveh (Iraque), destruída pelo Estado Islâmico.

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Comprando o Kwid pelo celular >> As grandes mudanças nos processos de produção e comercialização de veículos, dando novas formas para chegar ao mercado atualmente em enormes alterações, induzem inéditas soluções. A Renault deu passo corajoso ao formular o Kwid, abrindo novo caminho como forma de compatibilizar desenho e forma de agrado do consumidor com o menor preço dentre os carros nacionais. Sucesso ao lançamento, fabricante fez segundo passo de operação e diferenciação, o K-Commerce. É abreviatura de Knowledge Commerce, comércio de conhecimento, bem adequado às demandas de interatividade hoje presentes no mercado. Por ele, consumidor consegue comprar um Kwid: escolha de versão, equipamentos, cor, a forma de pagamento (à vista, financiado, dando carro usado como entrada, recebendo boleto e realizando pagamento), fazendo todas as operações por tablet, smartphone ou computador. No entendimento via máquina, terá previsão de prazo de entrega e, na prática, irá ao concessionário apenas para receber seu Kwid ou também entregar o usado.

Novo caminho: compra do Kwid sem ir ao concessionário

Novo caminho: compra do Kwid sem ir ao concessionário

A Renault aplicou-se decisivamente para viabilizar o uso do K-Commerce: três equipes no Brasil, França e Canadá, 53 pessoas, 44 dias de 24h para compatibilizar 15 programas da avaliação do usado, aprovação e moldagem do financiamento, entrada no programa de produção da fábrica. Um novo caminho: www.kwid.com.br e www.loja.renault.com.br (Os artigos assinados por colaboradores desse site são de inteira responsabilidade dos seus autores. A editoria geral desse veículo, necessariamente, não concorda com todas as opiniões aqui expressas. Texto desta coluna tem autoria de Roberto Nasser)

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