01 / 08 / 2012

Furo: Alfa voltará ao Brasil, de Giulietta, nas revendas Chrysler

Carro rápido, processo lento. Mas a Fiat ligou o motor para o retorno da marca Alfa ao Brasil: acerta, adequa, tropicaliza, como disse um dos responsáveis pelo projeto de homologar a Giulietta no Brasil. É primeiro passo preparar o produto enquanto acerta os detalhes para mesclar a rede de revendedores com a Chrysler, seguindo experiência mundial. A Fiat entende haver mais identidade com produto, clientela e vendedores Chrysler. Mas a rede ainda não começou a ser formada, explicou Luiz Tambor, diretor comercial da Chrysler no Brasil.

Parece certa a produção em 2014 de um Alfa nacional, nas novas instalações industriais que a Fiat implanta em Pernambuco. Será produto com estrutura mecânica idêntica, dividindo a linha de montagem e a rede de distribuição. Não é sonho e já existe. Nos EUA foi chamado Dodge Dart. Na China, Fiat Viaggio. Para ser Alfa, mudanças estéticas e afinamento para sensações de conduzir, como gostam os usuários da marca, os Alfistas.

Novidades Renault, o Sandero GT Line e motor revisto

Nada de mexer no Duster, mas apenas retocar o resto da linha sobre a mesma plataforma, o Logan e o Sandero. Intervenções superficiais, estéticas, maquiagem nova. Dentro, atualização fina dos motores 1.6 e 8 válvulas. Para o consumidor, versão adicional do Sandero, a GT Line. Fim do ano, o Clio revisto, em produção na Argentina, e lá chamado Live. As alterações do motor foram acertos mecânicos, nada de eletrônica, como comandos variáveis. Alívio de dimensões e peso nos pistões, válvulas, itens para reduzir atrito. Com o trabalho, ganho de potência para atingir 100 cv e torque da ordem de 10% este ocorrendo em rotações inferiores, oferecendo andar mais agradável, sem necessidade de mudar marchas, especialmente na cidade, redução de consumo e emissões. Fim do mês.

Novo C3, maior e melhor >> Trabalho a sério, a Citroën mudou quase todo o novo C3: plataforma, linhas, nome das versões de decoração, agora Origine, Tendance e Exclusive, adotou os motores modificados por sua controladora PSA. O 1.4 evoluiu para 1.5 e o 1.6 mantendo a cilindrada, mas ganhando operação mais solta, disposta e econômica. Bom trabalho nestes tempos em que legisladores e computador criam os parâmetros definidores dos automóveis e, ao final, quase todos se parecem e se confundem. Não é o caso. Apesar de utilizar a base mecânica comum com os familiares carros da Peugeot, o C3 mantém individualização e personalidade, e a clara empatia com o público feminino – importantíssima fatia do mercado.

Estilo desenvolvido no Brasil, responsabilidade para manter ascendente a curva de vendas como produto mais demandado da marca, as novas características de tamanho, forma, conteúdo e aprimoramento mecânico devem manter a individualidade e bons resultados.

O casamento entre as novas características resultou em produto evoluído. A plataforma maior permite mais conforto interno e habitabilidade, o desenvolvimento dos motores 1.5 enfatizou a redução de atritos internos, oferece mais torque em rotações menores, aumentou a potência a 93 cv quando operando com etanol. O 1.6 passou por ganhos assemelhados, agregou sistema de abertura variável das válvulas, evolução gerando resultados idênticos em queda de consumo e gerando maior disposição, produzindo 122 cv com etanol. Exibe o sistema de partida Bosch, com pré-aquecedor, dispensando o anacrônico tanquinho de gasolina para partida a frio – em engenharia é a vanguarda do atraso!

Charme, atrevimento estético, conforto no rolar, características de décadas nos Citroën estão presentes nos novos C3. Visual e operacional das versões intermediária Tendance e superior Exclusive, chamam atenção pela iluminação frontal em LED e pelo teto Zenith. É longo o parabrisa curvado no teto. Dentro, revestimento com comando manual e, sendo recuado, faz entrar a paisagem. A sensação de direção macia e precisa, melhor atuação dos freios, o ânimo dos motores com o câmbio manual de 5 velocidades – há automático revisto, 4 marchas, comando no volante –, e o bom entendimento do corpo com o veículo respondem às demandas do comprador e cumprem o buscado pela Citroën, fazer um veículo agradável, evoluído, sem perder o charme. Em resumo, tudo para cumprir sua missão de vender bem, mais, salvar a matriz em crise.

RODA A RODA

Mercosul – A entrada da Venezuela no Mercosul, sagrada em Brasília com presidentes dos países do grupo, forma bloco econômico com 2/3 do PIB da América do Sul. Grande abertura comercial a produtos brasileiros e argentinos, pois o modelo industrial do Cel. Chaves baseia-se apenas em petróleo.

Nada – De veículos, nada. Os de lá, como a Coluna mostrou, são antigos e não competitivos. Os da Argentina e Brasil, mais atuais, lá não são bem vindos.

País – A apreciação das acusações aos réus do Mensalão promete agitar o país, com protestos para defender o indefensável e a divisão entre mocinhos e bandidos. Qual é o seu lado? O que paga a conta? Ou o que usufrui e nisto, por advogados caros e de nomeada, não vê crime no recebimento, independentemente da origem dos recursos?

Por pensar – Qual é o limite para a atuação do advogado criminal? Defender o cliente de eventual injustiça? E se o perdão ao réu ameaça a sociedade? Será zeloso defensor da liberdade, ou tão nocivo quanto os réus que defende?

Origem – A marca finlandesa Valmet, conhecida no Brasil pelos tratores, montará, entre 2013 e 2016, 100.000 dos novos Mercedes-Benz Classe A, no projeto de ser a marca Premium mais vendida até 2020.

Estranho? – Curioso a finlandesa de tratores e máquinas agrícolas montar automóveis Mercedes? Coisa antiga, já montou Porsches permitindo que a empresa poupasse investimentos fixos e aplicasse em produto e produção.

Situação – Projeções da Renault: mercado automobilístico mundial crescerá 5%; Europa reduzirá 6 a 7%; França, pior, 10 a 11%. Aposta nos mercados extra-europa, Mercosul em especial, para contornar a queda de faturamento. A margem operacional, 3% sobre faturamento em 2011, caiu a 2,3%.

Mercosul – A Socma, do argentino Grupo Macri, associado à chinesa Chery no Uruguai, quer mudar-se para a Argentina. Entende melhores condições para ser atividade complementar à fábrica em instalação pela Chery no Brasil.

Definição – Contado pelo presidente da VW Argentina: o VW UP! a ser produzido no Brasil em 2014 terá adequações ao uso local: caber três pessoas no banco traseiro; levar mais carga; tanque de combustível para 50 litros.

Mais – Ferramenta para maiores vendas do novo picape Ranger, o motor 4 cilindros, 2.5, 16V a etanol, gasolina, flex e álcool, é o mais potente da categoria: 168 cv com gasálcool e 173 cv a etanol. Cabine simples, com ar-condicionado, direção, airbags, ABS e EBD, alarme, rodas 17” liga leve, por R$ 61.900.

Negócio – Ainda sem produto, o HB20, concessionários nomeados pela Hyundai participaram semana passada da primeira convenção da marca. Iniciam vendas em outubro e ouviram promessa de rápido lançamento de versões para fomentar negócios e viabilizar investimentos.

Divisão – Deu na Coluna, a marca Hyundai terá duas redes de revendedores. Uma, nova, da montadora, venderá o novo HB20. Outra, antiga, criada pelo representante CAOA, os carros montados em Anápolis (GO) e importados.

Dúvida – Dentre as dúvidas da GM no Brasil, uma é o nome a ser utilizado para o pequeno utilitário esportivo mexicano, o Trax. Aqui não deve ser aplicado, pois Traxx, com dois “x” é registrada marca de motocicletas.

Telhado – A VW Parati passeia à beira do telhado. Próximos dias sairá de produção por encolhimento de demanda. Virou carro de frota.

Outra – CN Auto terá fábrica em Linhares (ES), Estado de seu principal acionista. Colocará a marca nos pequenos utilitários chineses Harbin Hafei e a indicação de modelo Towner – mas nada a ver com o produto original trazido ao Brasil pela coreana Asia nos anos ’90.

Limpeza – Diz a CN Auto, Washington Armênio Lopes deixou a empresa. Era o então importador dos Asia Towner e Topic, aproveitou incentivos regionais, não cumpriu acordo, lançou duas pedras fundamentais, não fez fábrica. Deu em prisão de seu sócio na Coréia, e atrasou a vinda para o Brasil da Hyundai, controladora da Ásia.

Confusão – Da Hafei eram os Effa montados no Uruguai. A Effa encontra problemas e perdeu a representação da Linfan, que operará só. Parece, a falta de experiência comercial dos chineses permite más avaliações de e com sócios ocidentais.

Moto – Comemorando 110 anos de fundação, a inglesa marca de motocicletas Triumph volta ao Brasil, desta vez por filial. Acabou a representação com a Izzo Motos, importará e produzirá em Manaus (AM) a partir de outubro. Inicia trazendo a nova Tiger Explorer, 3 cilindros, 1.215 cm³, 12V, 135 hp, 6 velocidades, discos de freios nas duas rodas, chassi em treliça de aço, sólido, mas apta a pisos ruins. Expansão internacional.

Tecnologia – A fim de trato colorido nas rodas de sua moto? A catarinense Riffel produz aros em alumínio aeroespacial 7000, em diversas cores e medidas.

Ching Ling – Na China a associação entre a alemã Daimler AG e a chinesa Foton, deram os primeiros caminhões Auman. A Daimler, no Brasil a marca Mercedes-Benz, entra com sociedade, tecnologia, know how técnico e o motor OM 457, padrão Euro IV, superado no Ocidente.

Ranger – Felipe Carrijo, funcionário público em Brasília, venceu o Global Ranger Challenge, concurso para exibir qualidades do novo picape. Colocou mudas, terra, adubo, água e subiu morro filmando equipamentos e habilidades do carro. Nada spielberguiano, mas crível, ganhou 34% dos votos. Quer ver? http://www.rangerchallenge.com.br/rangerchallengebr.

Parceria – A Petrobrás patrocinará a equipe Mitsubishi de rallies. Boa soma de competências.

Antigos – Mais elegante semana do antigomobilismo mundial, agosto, 16 a 19, na península de Monterrey, Califórnia, dito Pebble Beach, pois liderado por este Concours d’Elegance. No programa leilão da Russo and Steele com 250 veículos entre esportivos europeus, american muscle, hots e custom cars, a opção dos lances à distância. Inscrição US$ 100 e informações www.russoandsteele.com

Freio – A JAC Motors, joint venture baiana entre a chinesa e o empresário Sérgio Habib, sustou projeto e ampliação da rede de revendedores. O Governo Federal prometeu baixar regra de IPI para as empresas com planos de instalação no Brasil, mas nada decidiu. A Land Rover e a BMW pararam os projetos pela mesma ausência.

Argumento – A JAC, ao contrário dos importadores com quem o Governo Federal sequer dialoga, tem como aliado o Governador da Bahia, Jacques Wagner, que não quer perder a fábrica, e tem peso ponderável junto ao poder.

Smart 2013 – Mantendo carimbo de ícone urbano em tecnologia, operação, ecologia e charme, o Smart 2013 tem pequenas mudanças – grade, rodas, pneus mais largos. Mantém bom pacote de segurança, incluindo corte do motor a 145 km/h.

Ícone – Junto ao Mini e Fiat 500 forma a categoria de charme, em versões com aspiração normal e turbo, potência entre 71 e 84 cv. Transmissão automatizada de 5 velocidades, personalidade e habilidades urbanas. De R$ 52.500 a R$ 72.900 conversível, turbo. Já vendeu 4.000 unidades no Brasil.

Retífica RN – Derrapagens da Coluna passada: o Voyage 1.6 Comfortline custa R$ 40.890 e se automatizado, R$ 43.490. //// O título correto da música onde o marqueteiro Milton Nascimento diz que o artista deve ir onde o povo está, é “Pelos Bares da Vida”. //// Entre o preciosismo e a ironia, o editor JR Mahar alerta: o primeiro 16 válvulas brasileiro foi o motor Ford V8, em 1958. Assim, a Fiat fez para o Tempra o primeiro motor com quatro válvulas por cilindro.

Gente – Beatrice Foucher, 48, engenheira, mestra em qualidade, ascensão. De planejamento de produto tocará a área de veículos elétricos, menina dos olhos da Renault. Eleita em 2008 uma das 25 líderes femininas da indústria automobilística mundial, fará o lançamento do Zoe elétrico, crucial, investimento de 4B de euros. Repõe Thierry Koskas, promovido presidente da Renault Argentina, positivo mercado da marca. OOOO Anísio Campos, 80, designer, refeito. Virose deu susto. OOOO

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