19 / 07 / 2018

Para novos clientes, VW automatiza

Na arrancada para manter o crescimento, fazer lucros e retomar a liderança perdida há 15 anos, a Volkswagen, com R$ 7 bilhões em investimentos, desenvolveu projeto de produtos e realiza a maior ofensiva de mercado no Brasil alinhando mostrar 20 lançamentos até 2020. Num leque de ações, desde a adoção do rótulo de “Nova Volkswagen” para assinalar nova postura a públicos interno e externo e revendedores. Agora, assumindo a distribuição de seus produtos para a América Latina, inicia passos com criação de versões de veículos já existentes. Primeiro deles, novos Polo e Virtus com opção de transmissão automática. Intenta aproveitar a desorganização do trânsito das cidades para oferecer o equipamento pró-conforto. Também, segmento importante, satisfazer demanda de pessoas com deficiência (PCD). Passo importante para segmentação de Polo e Virtus, ambos baseados na nova plataforma universal MQB. O câmbio possui 6 marchas, tem mecanismo pró-economia, bloqueador do conversor de torque e opção de troca manual nos moldes ´Tiptronic´. Complementam a linha, iniciada como 1.0 e 1.6 aspirado e turbo. Adicionará às características o fato de serem projetos modernos, contidos em peso, com o menor custo de reparabilidade, e bem classificados no item segurança.

Polo GTS, ainda disfarçado, deverá estar no Salão de São Paulo (Flagra: site Falando de Carro)

Polo GTS, ainda disfarçado, deverá estar no Salão de São Paulo (Flagra: site Falando de Carro)

Aliás… >> Para ampliar vendas da nova família Polo e Virtus, a Volkswagen quer ter novidades no Salão do Automóvel de São Paulo: versões GTS de ambos. Sigla filológica e morfologicamente inadequada, afinal, “GT” é abreviatura de Gran Turismo, gabaritando apenas veículos de duas portas e com limitado espaço interno. As letras intentam identificar versões com aparência e melhor performance. Identificador maior, o motor 1.4 com injeção direta e turbocompressor (150 cv e 26 kgf.m de torque). Pontos decorativos como ser rebaixado em 1 cm, ter rodas em liga leve de 18 polegadas, decoração interna inspirada no Polo europeu e possível sistema de freios a disco nas quatro rodas. Mais: a empresa apresentará na próxima semana o Gol e Voyage com transmissão automática tracionada pelo motor 1.6/EA211. Os arranjos para o Polo e Virtus incentivaram a decisão de fazer. Com isto empresa abre enorme leque de preços e opções para reter e conquistar clientes.

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Cupê, ágil e para poucos, o Honda Civic Si >> A Honda mudou o seu modelo líder de tecnologia na família Civic, e sinaliza o futuro. O modelo 2019 agora é um cupê e o motor, antes aspirado, representa o novo caminho: 1.5 com turbo para auxiliar. É coerente na proposta quase individualista ante a contida quantidade oferecida. Preço equilibrado de R$ 162 mil. Esportivo muito bem ajustado mecanicamente, permitindo segurança e performance ao condutor. Seu motor tem a mesma base do oferecido no Civic turbo, mas apresenta alguns ajustes diferentes, produzindo 208 cv e 25,5 kgf.m de torque, entregues à caixa de marchas manual com seis marchas. Mantém a tradição de boa compatibilidade entre o sistema mecânico: motor, transmissão, suspensão, freios a disco nas quatro rodas e direção elétrica com relação variável. Suspensão adaptativa, modos de regulagem do motor e pneus pró-performance integram o projeto.

Honda Si. Quer? Quebre o porquinho e corra

Honda Si. Quer? Quebre o porquinho e corra

A questão básica é a quantidade: apenas 60 unidades neste ano. Honda informa ser disponível em todos os revendedores da marca, mas a realidade é mais crua: todos podem vendê-lo, mas vê-lo no salão de exposições será raridade. A rede Honda é numericamente quase quatro vezes maior ante o volume a ser importado. E das seis dezenas, deduza uma unidade: presidente da Honda no Brasil, Issao Mizoguchi foi a um revendedor paulistano, não aceitou desconto, e adquiriu a primeira unidade liberada. Assim, querendo, quebre o porquinho e corra.

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RODA-A-RODA

TAMBÉM – Não se sabe se a influência brasileira nos costumes do mercosul, mas o governo argentino por sua “Dirección Nacional de Defensa del Consumidor”, convocou Volkswagen e FCA a fazer recall no novo Tiguan Allspace e nas picapes RAM 1500 e 2500. É a primeira intervenção do órgão. Antes o assunto corria por conta dos importadores.

O QUÊ? No caso do Allspace, nova versão de 7 lugares, o problema está no eixo dianteiro, com risco de perda de tração, e no airbag em frente ao motorista, montado erroneamente pelo fornecedor. No utilitário RAM o problema técnico se localiza na alavanca de câmbio, capaz de cair da posição “Parking” (estacionado) para “Drive” (andar).

DEFINIÇÃO – Administrando doses homeopáticas, numa forma de preparar o mercado e manter atenções até o lançamento, a Volkswagen informou ter definido motorização das primeiras séries do T-Cross: 1.0 e 1.4 com injeção direta de combustível e turbocompressor. Transmissão automática de 6 marchas.

CLASSE – Quer identificá-los como performáticos. Depois, versão 1.6 aspirada com transmissão de acionamento manual. O leitor já percebeu que o turbo marca o futuro e separa classes.

SITUAÇÃO – Nissan ajeita os últimos parafusos para iniciar a produção da picape Frontier na Argentina. Junta engenheiros da marca espalhados pelo mundo para compatibilizar as raízes da engenharia japonesa com as peculiaridades locais. Em essência quer dizer que o produto será bom.

E…? – O objetivo declarado é ser adaptado às necessidades da América Latina. Na prática muito mais adequado se comparado com o atual modelo mexicano. Faltou explicar aos seus compradores a defasagem para o uso no Mercosul, um atestado de 2º nível relativamente ao modelo em gestação.

VISÃO – Piloto Lucas Di Grassi será um dos palestrantes no Global Agrobusiness Forum. Encontro mundial em São Paulo que reunirá especialistas em negócios para aproveitar visões no segmento. Grassi falará sobre o Futuro da Mobilidade e as tecnologias mutantes do dia a dia do universo motorizado, e o automobilismo como laboratório propagador da nova matriz energética.

DERRAPAGEM – Nota da semana passada a respeito de filme incluindo o desenvolvimento do Ford GT 40 como ferramenta mecânico-emocional para infringir derrota acachapante à Ferrari, suprimiu informação importante: a Ford estava comprando a marca italiana e, à hora da assinatura, o Comendador Enzo pronunciou algumas palavras em dialeto da Regio Emilia, levantou-se, saiu.

E…? – Toda a comitiva (Leo Beebe, negociador da Ford, advogados, aspones, o tradutor oficial), ficou sem entender informação e postura, sentados, à espera do retorno de Enzo Ferrari, nunca ocorrido. Daí a reação de Henry Ford II, o neto, em franquear orçamento para criar carro e equipe para derrotar a marca italiana nas 24 Horas de Le Mans, mítica corrida de resistência na França.

LEITORES – Luciano Brasil, engenheiro no Senado Federal, cobrou a ausência do “porquê”, e Alain Tissier (ex-vice presidente da Renault), à época estudante, aduziu ter assistido às edições onde os Ford GT 40 venceram as Ferraris.

MERCADO – Kawasaki busca nova clientela e investiu na transformação de seu modelo Sport Touring Ninja H2 SX SE. Investiu em todos os setores da motocicleta para transformá-la num veículo para dois usuários.

Ninja agora pode ser Touring

Ninja agora pode ser Touring

COMO – Novo chassi em treliça, maior distância entre-eixos, motor revisado, mudança no rotor do compressor, retrabalho nas câmaras de combustão e angulação do comando de válvulas. Com isto o motor de 998 cm³ faz 210 cv! Preço proporcional: R$ 130 mil.

PRESENÇA – VW iniciou as vendas na Argentina do seu caminhão Constelation 25.360: motor Cummins 8.9, 360 cv, 6X2, adequado à nova legislação de emissões.

VW 25.360: já vendido na Argentina

VW 25.360: já vendido na Argentina

AINDA NÃO – Bom senso do governo de Maurício Macri na vizinha Argentina, frearam estudos e possibilidades de o país voltar a sediar a prova de abertura da temporada de Fórmula 1. Para reduzir custos, adequariam o circuito de Oscar Galvez para a classificação Grau 1 da FIA, permitindo provas do mundial de F 1 e motos. Mas a recessão por lá e a forte desvalorização do dólar postergou o interesse.

SOLUÇÃO – Se querem resolver, adotem a solução brasileira testada durante a Copa do Mundo de Futebol. Qualquer dos governadores brasileiros, destes empreendedores, construtores de estádios caríssimos, ociosos, sabem como gerir contas infladas, não entregar obras nos prazos e se esconder para não honrar o combinado. Tais mandatários, no governo Lulo-dilmo-petista assim o fizeram, saíram bem na fita e deixando-nos conta para pagar ´ad aeternam…´ OOOO (Os artigos assinados por colaboradores desse site são de inteira responsabilidade dos seus autores. A editoria geral desse veículo, necessariamente, não concorda com todas as opiniões aqui expressas. Texto desta coluna tem autoria do jornalista Roberto Nasser)

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