25 / 05 / 2018

RAM 2500, de novo

Vai e volta, a picape RAM retorna. Vem do México com isenção tributária facilitada por acordo comercial e ocupa lugar de destaque. A RAM abandonou o prefixo Dodge e passou a marca própria. Mantém o poderoso arcabouço mecânico liderado por motor diesel Cummins de 6 cilindros (6.7/330 cv de potência e torque de 104 kgf.m). Pela potência específica (relação entre cilindrada e força), nota-se não ser projeto para picape, mas para caminhão. É coerente: seu porte, a falta de refinamento mecânico notável pelo eixo rígido frontal, o motor, deslocam-no da concorrência com picapes para posição superior. Não é exatamente o carro para Agroboy, o motorista com a boa renda da primária atividade agrícola. Por suas dimensões, incluindo a configuração da cabine dupla, é de difícil entrada na maioria das garagens de shoppings e, se o fizer, tomará três ou quatro vagas. A FCA (Fiat Chrysler Automóveis) foca com precisão na sua clientela, e nela inclui a atividade rural tipo jogo duro. Outro item separador é a exigência de Carteira de Habilitação C.

RAM 2500, uma ex-Dodge. Com ela você não chega: causa

RAM 2500, uma ex-Dodge. Com ela você não chega: causa

Como? >> Nos EUA, seu maior mercado, destaca-se pela superior capacidade de reboque, muito apreciada para trailers e lanchas. Aqui tal demanda é irrisória. Nova marca é identificada por grade refeita, impositiva, com o emblema RAM, e do deslocamento do emblema com cabrito montês para a tampa traseira. Na complementação, aplicou-se ao conforto da interconectividade, com central Uconnect em tela de pouco mais de 20 cm, e evolução dos sistemas Android Auto e Apple Car Play. Mecânica emprega eixo dianteiro rígido, sistema resistente ao trabalho e desconfortável ao uso. Motor diesel Cummins, 6.7 litros, atracado a transmissão automática de 6 velocidades e tração nas 4 rodas com opção de marcha reduzida. Tratamento refinado a partir do interior revestido em couro. Bancos dianteiros com regulagens elétricas. Na segurança, seis airbags, controle de estabilidade e tração, monitoramento eletrônico da rolagem da carroceria e de balanço do reboque. Preço sugerido de R$ 265 mil.

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Picape Mercedes Classe X by Brabus >> Preparadora de automóveis Mercedes-Benz, a alemã Brabus aplicou-se a modificar a recém apresentada picape Mercedes Classe X. Chamou-o de ´PowerXtra´. Aparentemente, baseou-se em suposta negativa da AMG, a associada da Mercedes na preparação de seus automóveis e surfou na novidade. Talvez tenha sido o último projeto de seu fundador, Bodo Buschmann, ido no mês passado.

Picape Classe X Brabus: um pouco mais potente e diferenciada em estilo

Picape Classe X Brabus: um pouco mais potente e diferenciada em estilo

Quando lançada ao mercado sul americano, a Mercedes Classe X advirá de transformação industrial sobre a picape Nissan Frontier, atualmente em montagem na Argentina. O rótulo Brabus se aplica sobre a versão intermediária 250d. Motor diesel de 4 cilindros, 2.300 cm³, ampliado de 190 a 211 hp, e torque aumentado a 51,8 kgf.m. Com a limitação no desenvolvimento mecânico, a Brabus atacou a decoração. Adotou rodas de liga leve de 20 polegadas, mudou a grade, os faróis e para-choques dianteiro, e adotou os must atuais: quádrupla saída de escape e duas baterias em luzes de LEDs. Representante brasileiro, a paulistana Strasse trará os kits de desenvolvimento e decoração, mas as vendas só acontecerão após o lançamento previsto para o fim de 2019.

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A caminho da economia >> Nos EUA, na grande briga pela rentável faixa de mercado das picapes, a General Motors aderiu aos esforços tecnológicos para baixar peso, consumo e emissões. Dobrou a opção de motores disponíveis para suas novas picapes Chevrolet Silverado e GMC Sierra 1500.

Novo GM Silverado terá motor de entrada com 4 cilindros, turbo e 310 hp

Novo GM Silverado terá motor de entrada com 4 cilindros, turbo e 310 hp

Passo importante: incluiu novo propulsor com quatro cilindros, capaz de desligar dois quando não há demanda no serviço. Será a primeira picape no mercado apta a tal proeza mecânica. O motor é de ciclo Otto movido a gasolina, 4 cilindros, 2.700 cm³, turbo, 310 cv de potência e 157,9 kgf.m de torque. Intenta superar números legais da líder Ford F-150, e seu intenso uso de alumínio, e a redesenhada RAM 1500. Entusiasmo institucional, o vê como substituto do tradicional V6 a gasolina com 305 cv e 138,3 kgf.m de torque.  Bom sinal, indica compromisso com necessária mudança. Desafio, pois em tais Chevrolet e GMC para 900 kg de carga, 80% dos clientes preferem o motor V8.

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RODA A RODA

FESTA – Belcar, criada como revenda VW Caminhões na saída de Goiânia para São Paulo, festeja 35 anos. Boa história: ajudou a implantar marca nova, sobreviveu às crises, virou representante da MAN.

ELÉTRICOS – Corpus Saneamento e Obras, empresa de recolhimento de lixo, adquiriu 200 unidades elétricas à chinesa BYD. Receberá os carros em 21 em setembro. A firma quer expor-se como compromissada com preservação ambiental, redutora da poluição sonora e de emissões.

VANTAGENS – Em testes, é mais silencioso e confortável no mercado, superando concorrentes movidos por diesel, e menor CTP (custo total de propriedade).

AQUI? – Prazo para entrega até 2023 e BYD, com fábrica de ônibus no interior paulista, aparentemente espera incentivos incluídos no programa Rota 2030 para saber se vale a pena montar operação industrial no Brasil.

DÚVIDA – Fechado o ano fiscal de 2017 na operação América Latina, Nissan diz ter anotado crescimento: sua picape Frontier vendeu 5% mais em relação a 2016. Parece número negativo, ante os 20% de expansão do mercado e o comparativo entre produtos velho e novo.

SURPRESA – Inglesa Aston Martin, andando mal das pernas, passou controle acionário a grupo de investimento e 5% à Daimler para garantir fornecimento de motores Mercedes AMG. Surpreendentemente, deu lucros no primeiro quadrimestre. E muito! Cerca de 43,7 milhões de libras. Num cálculo de balanços, proporcionalmente o maior do mundo. Mudança é creditada à revivificação da marca com a criação de versões Vanquish Zagato Volante, Speedster e o DB4 GT Continuation. Aposta na mudança de produtos, como o recente Lagonda.

NÚMEROS – Lucros subiram, produção caiu: apenas 963 carros no período, contra 1.203 em igual intervalo em 2017, creditada ao processo de troca de modelos. Preço dos carros subiu em médios 11%.

FUTURO – Maurício Macri, presidente da Argentina foi a Córdoba, base de sua indústria automobilística, cobrar colaboração dos industriais no incentivado “Plan Un Millón”, visando fabricar 1 milhão de veículos em 2023.

COBRANÇA – Quer 40% de conteúdo local, peças argentinas nos veículos lá produzidos. Hoje anda em 20%. Aproveita previsto recorde de produção de 20% e mais 40% de exportações. Mais nacionalizado é o Toyota Hilux, com mais de 40%.

PROMESSA – Utilizou linguagem sensibilizante: se a meta for atingida reverá a carga tributária sobre veículos. E prometeu melhorar o modal ferroviário para transportar autopeças e veículos prontos aos portos.

VEM AÍ – Desdobramento do objetivo da Volkswagen em ter brevemente cinco SUVs no mercado, o Projeto Tarek, a ser vendido como Tharu, foi apresentado na China. É menor relativamente ao Tiguan de 5 lugares. Argentina em 2020, no espaço industrial do CrossFox. No Brasil, novidade será o T-Cross, no próximo ano.

MAQUIAGEM – Como antecipou a Coluna, novos Gol e Voyage marcam-se pelas mudanças frontais, seguindo o Gol Track, com capô mais elevado e linhas ligando os faróis redesenhados. Dentro, novo desenho para o painel frontal. Em segurança o ESS, sistema que faz piscar as luzes de freio quando o pedal é acionado com força extrema. Motores 1.0 e 1.6 de três e quatro cilindros, transmissão manual de 5 marchas.

SINAL – Há opções, pacotes, mas única versão de acabamento. É a última mudança antes do novo modelo.

REGISTRO – Toyota comemora meio milhão de unidade do Etios em sua fábrica de Sorocaba, onde já produz o Yaris. Inicialmente mal definido, provocou intervenção branca na empresa, congelamento de carreiras, mudança de pessoal e, surpresa, correções no produto.

DETALHE – Num almoço de reaproximação, pois eu cortara relações com a empresa e seu péssimo serviço de relacionamento com a imprensa, ao conhecer Steve St. Angelo, Nº 1 para a América Latina, exibiu-me a Coluna dizendo ter feito todas as mudanças nos itens apontados, exceto a saída de ar, não direcionada ao motorista. O Etios, Toyota mais vendido, provocou nova fase na empresa.

SEGURANÇA – Ford apresentou na Europa uma câmera de ré oferecendo visão de 180 graus, freando ao detectar obstáculos. É grande auxílio aos motoristas incapazes de estacionar de ré. Equipa o novo Focus, mas só virá ao Brasil caso seja importado da Europa.

MUDA – BMW mudou a logomarca de sua controlada MINI. Segunda vez desde 2001, quando reinventou o brilhante automóvel. Segundo diz, o emblema espelha valores tradicionais alinhados a espírito de desenvolvimento.

BMW muda outra vez o logotipo da marca MINI

BMW muda outra vez o logotipo da marca MINI

OPORTUNIDADE – Volkswagen reabriu seleção a estágio de estudantes em seu Talento Volkswagen Design. Um ano num centro de excelência. Interessado? Acesse: www.volkswagen.com.br/design ou veja #formfollowsfreedom ou, ainda, envie eMail para: talentovwdesign@volkswagen.com.br

SOLUÇÃO – Respingos de tinta, graxa, cola de adesivos, cocô de passarinho, tudo removível pelo Tira Grude Tapmatic. À base de Aloe Vera, retira-os sem danificar a pintura dos veículos. Custa uns R$ 15 na embalagem de 40 ml.

NOVA – Moto KTM 390 Duke ABS já à venda. Projeto inspirado nas soluções das motos de competição: chassis, distribuição de peso; suspensão frontal. Motor monocilíndrico, 373,2 cm³, 44 cv de força. Montada em Manaus (AM) pela Dafra, a moto tem preço sugerido de R$ 24 mil.

STORICA – Mais charmoso rali do mundo, reeditando a Mille Miglia, uma das corridas de maior expressão até a década de ´50, disputado em estradas italianas por quase 1.500 quilômetros, e admitindo apenas veículos das marcas e tipos que anteriormente nela competiram, teve resultado surpreendente.

Tonconogy, Ruffini e Alfa: vencedores da Mille Miglia Storica

Tonconogy, Ruffini e Alfa: vencedores da Mille Miglia Storica

HERMANO – Persistente e preparado argentino Juan Tonconogy, tendo sua mulher Barbara Ruffini como navegadora em Alfa Romeo 6C 1500S de 1933. Terceira vitória. À frente apenas o hiperperfeccionista Giuliano Cané, italiano vencedor de 10 edições. Argentinos lá competem anualmente. Brasileiros, apenas a dupla Feldman & Nasser na edição de 1999 pela equipe Mercedes-Benz.

GENTE – Paulo Manzano, engenheiro, fotógrafo, regulagem fina. Deixou a área de comerciais da PSA e foi-se à Jaguar Land Rover. Gerente de Marketing e Produto. OOOO Gustavo Soloaga, argentino, economista, ascensão. Era Vice Presidente Senior Financeiro da PSA na América Latina e será novo Nº 1 do grupo na Argentina. Sucede Carlos Gomes, português, enviado a gerir empresa na China e Sudeste Asiático. OOOO Oduvaldo Viana, administrador, promoção: diretor de marketing da Bridgstone. Tem a missão de impulsionar vendas e posicionar marcas Bridgestone, Firestone e Bandag. OOOO José Luiz Gandini, empresário, 61, lazer. Presidente da Kia no Brasil, Uruguai, e da associação classista como novo Comodoro do Yatch Club de Ilhabela. OOOO Lapo Elkan, atração. Irmão do presidente da FCA, herdeiro da marca, praticante da ´porraloquice´ explícita, mas autor de vitoriosos projetos de lançamentos de produtos, vida atribulada e criativa, estará no Congresso da Automotive News. Dirá como se tornar fornecedor das grandes marcas. Se não for em apertado terno vermelho, um de seus registros, irá monocromático com enormes lapelas… também de sua criação. Não passa despercebido. OOOO

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O bem resolvido porta-malas do Fiat Cronos >> Fazer porta-malas em automóvel com carroceria de três volumes derivado de hatch, exige habilidade artística. Razão simples. A parte mais cara do automóvel é a base ou plataforma; e por questões de custo e de processos industriais deve-se utilizar plataforma nuclear permitindo, com pequenas alterações, gerar versões para aplicações diversas. É o caso, por exemplo, dos carros de dois volumes, usualmente terminados por uma porta traseira, atendendo a universal denominação de hatch, e os de três volumes, os sedãs.

Porta-malas do Cronos: bom e bonito

Porta-malas do Cronos: bom e bonito

Na prática, parece simples e é para veículos sem compromisso estético, quando vistos de perfil expõem visualmente parecem ter sofrido solda extensa acrescendo chapas moldadas em forma de porta malas. Fazer três volumes sem lembrar hatch dois volumes é um tira teima. O Fiat Cronos é particularmente feliz neste aspecto. Projetado no Brasil vale-se apenas da parte frontal do Argo, com quem divide boa parte da plataforma. Pequeno aumento na distância entre-eixos, novo teto, traços particulares em paralamas e capô, dão personalidade a seu traço. Outro aspecto de bom resultado é a disposição e a capacidade do porta-malas, comportando 525 litros, muito bom e capaz de absorver bagagem familiar em viagens e passeios. Para aumentá-lo, os bancos traseiros se rebatem em três partes. (Os artigos assinados por colaboradores desse site são de inteira responsabilidade dos seus autores. A editoria geral desse veículo, necessariamente, não concorda com todas as opiniões aqui expressas. Texto desta coluna tem autoria de Roberto Nasser)

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