12 / 04 / 2018

Tirando onda, o Civic Si

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Se você quiser entender o espírito da versão importada do Honda Civic, em morfologia, um cupê chamado “Si”, deve procurar entender o significado das iniciais. A sigla resume-se a ´Sport Injection´. Nada a ver com o sistema de alimentação, traduzido como Injeção Esportiva mas, no caso, um aditivo de esportividade não para o automóvel, mas para o proprietário. Coisa coerente, o ´Si´ por si só porta um pacote de elaboração. O motor 1.5 de 4 cilindros, 16 válvulas, injeção direta de gasolina, turbo, transversal e dianteiro, em sua primeira geração, está no terceiro nível de potência, atingindo 208 hp e 26,5 kgf.m de torque.

Honda Si, entenda primeiro a sigla

Honda Si, entenda primeiro a sigla

Caixa manual de 6 marchas, tração dianteira, freios a disco nas 4 rodas, todo o pacote eletrônico de segurança, buchas de suspensão em borracha substituindo o sistema hidráulico, para maior percepção e sensibilidade, barra estabilizadora com 26 mm de espessura. Pacote ajeitado, agradável ao uso especialmente urbano, para absorver as irregularidades do piso, mas nada resolve em resultado esportivo. Para transformar os ânimos do automóvel e do seu condutor, um botão ao pé do console muda a programação do carro. Está indicado “Sport” e, quando premido, reconfigura o mapa operacional: o acelerador se torna mais responsivo, amortecedores têm maior pressão, a direção fica mais precisa e, diz-se, o turbo eleva a pressão a 1,4 bar. O conjunto se transforma e o automóvel ganha aderência, seu comportamento amplia-se em todos os sentidos. Nesse modo de condução, ele freia melhor, responde em menor tempo às demandas do acelerador e ´desenha´ as curvas com mais desenvoltura. A mudança espelha desejo e alma dos usuários. É uma das designações mais honestas no mundo do automóvel, e seu uso muda inteiramente os parâmetros operacionais e o comportamento. O casamento das rodas de liga leve com pneus 235X40/18 tenta harmonizar os dois tipos de uso e resistir a pequenos buracos. Dirigi esse Honda no circuito Velo Città, em Mogi Guaçu (SP). Primeiro, com o modo Sport demandado. Ótima experiência, avaliando como o Si se comporta com vigor. Pensando como dona de casa na messe de levar crianças ao colégio ou ir ao supermercado, dei uma volta sem o programa de regulagem e encontrei um carro normal, sobrevivendo à demanda extra. Na prática, um botão altera a personalidade e o carro esperto de uso urbano, se transforma em um bólido muito esperto e com dimensionamento mecânico apto a melhor aproveitar os novos parâmetros de estamina solicitados.

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Não espere encontrá-lo para análise ou test-drive num concessionário Honda. O primeiro lote, com adaptação ao uso nacional, como um centímetro a mais em altura livre do solo e tratamento anticorrosão alcoólica no sistema de alimentação, tem apenas 60 unidades. Interessado? Procure o revendedor e o material de divulgação e dê um sinal para garantir a entrega. Restante para completar R$ 159.900 quando o carro chegar.

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O que vende mais: bom produto ou boa direção? >> Se a dúvida é recorrente, a Volkswagen se candidata a responder tal questão. Será com o Tiguan, para mim o melhor utilitário esportivo da praça. Mas se é bom de aceleração, velocidade, estabilidade, freios, segurança no rodar e preço…, tem vendas desproporcionais. Dificuldade básica foi afastada pela reconquista da autonomia da VW do Brasil em gerir as suas vendas. Resultado desta definição, empresa reconquistou Gustavo Schmidt, ex-gerente comercial, para a vice-presidência no setor. Em dupla com o novo presidente Pablo Di Si, subiram 37% nas vendas, ascendendo ao segundo lugar no mercado. E a VW quer voltar a ser a primeira no ranking brasileiro. VW finalmente reagiu para entender o crescimento de vendas dos utilitários esportivos, e colocará cinco modelos no mercado em dois anos, iniciando com o Tiguan.

Tiguan: expectativa de boas vendas nessa segunda fase no Brasil

Tiguan: expectativa de boas vendas nessa segunda fase no Brasil

Resumo >> Mexicano, portanto, isento de imposto de importação, agora construído sobre plataforma MQB, tem ótimo aproveitamento de espaço, em especial na cabine. Leva o nome de Allspace. Transmissão automática DSG de sete marchas, a mesma de seu primo Audi Q3, equipará a versão de topo. Serão duas versões com turbo, injeção direta, quatro cilindros e 16 válvulas. No topo, motor 2.0, 220 hp e 35,5 kgf.m de torque. Mesma unidade aplicada aos Audis, tem injeção direta na cabeça dos pistões e indireta no coletor de admissão. Disposto, sai da imobilidade aos 100 km/h em notáveis 6,8 segundos e crava final de 223 km/h. Motor 2.0 indica a disponibilidade de sete lugares. Opção de entrada, exemplo de redução de pesos e medidas, o 1.4 tem 150 cv e 25,6 kgf.m de torque; ou seja, 10 cv a mais relativamente à versão anterior, nascidos com a troca de pistões e anéis de segmento e recalibragem da ´centralina´. Transmissão automática de 6 velocidades, vai de 0 a 100 km/h em 9,5 segundos e arranha os 200 km/h em velocidade final. Motor menor não tem opção de tração total.

Muda tudo >> Nome igual, tudo diferente. Maior, mais largo, mais baixo, maior distância entre-eixos. Na prática melhora o comportamento dinâmico e a habitabilidade. Externamente, cinco cores: Branca (sólida); Vermelho Ruby, Prata Snow e Cinza Platinum (metálicas) e a perolizada Preto Mystic. Rodas em liga leve 17, 18 ou 19 polegadas de diâmetro. Estas e a decoração da grade frontal mudam de acordo com a versão. Traseira harmonizada com lâmpadas de LED. Dentro, painel digital com várias configurações, sistema de infotaiment voltado ao motorista. Ao uso, encaixes perfeitos entre painéis, típicos da qualidade construtiva alemã, grande modularidade dos bancos e ganho de espaço no porta-malas. Há jeito para transportar aquela prancha de surf que você nunca levará… As versões 2.0 têm tração total e relativa facilidade de andar, com estabilidade em estradas de terra. Nada a ver com jipes e outras grosserias mecânicas para trabalhos ínvios como arrancar toco ou rebocar caminhão carregado e atolado, mas andar safo e seguro em locais sem pavimentação. Adicionalmente, versão R Line. Em tese o “R” sugere sobre rendimento obtido por elaboração da mecânica, como fazem o ´M´ na BMW, ´SVO´ na Ford, ´AMG´ na Mercedes e ´S´ para a Audi. Mas não ocorre. A diferença é apenas decorativa. Eletrônica foca em conforto e o Tiguan segue o Manual Cognitivo apresentado com o Virtus, apto a responder questões do motorista sobre seu uso. Quanto custa?Tiguan Allspace 250 TSi (R$ 124.990); Allspace Comfortline 250 TSi (R$ 149.990) e Allspace R-Line por R$ 179.990.

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Bom dia, viado!” >> Imagino ter sido esta a frase ouvida por São Pedro no balcão do SAC celeste, ao receber meu primo Luiz Fernando Macedo Nasser, 1951-2018. Vendo registros das ações cristãs na passagem terrena, para dar destino aos chegantes, terá dito: “- Bom dia, Fernando”. E ouvido, em alto e bom som, a frase do título. Nada pessoal, mas característica do sujeito de bom porte, voz forte, deficiência auditiva levando-o a contra posição de falar alto e a peculiar saudação com o termo institucionalizado e já não descritivo. Ex-quase engenheiro carioca, levado a criar gado no interior mineiro, foi generoso, um aglutinador. Há dez anos encerrou a messe pecuária e se assumiu fiscal da natureza em Teófilo Otoni (MG), tão quente quanto o natal Rio de Janeiro, porém, sem o mar. Foi-se aos 67 do ´Mal dos Nasser´: coração. A cerca de 50% dos descendentes de árabes, falta uma enzima no fígado, e este, discreto comandante do organismo, excreta poderosas doses de gordura formando os ateromas, o lixo aderente às paredes das veias e artérias, diminuindo seu diâmetro, atrapalhando a circulação, levando ao entupimento e à interrupção do fluxo sanguíneo, culminando no infarto. Perdi primo fraterno e atento leitor. Contudo, o pessoal do andar de cima estará feliz com o convívio após o susto da inusitada, sonora e diuturna saudação…

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O novo Cruze >> General Motors exibiu substitutos ano 2019 para os Cruze sedã e hatch, segundo ciclo para o atual modelo, enfatizando alterações em estilo, segurança, motorização. Para marcar, mudança frontal, parachoques, grupo óptico e grade, com inequívoca mão coreana de estilo. Internamente, maior conectividade; tela com 17,5 cm; Wi-Fi Hot Spot 4G LTE. E confortos eletrônicos de segurança democratizados em carros concorrentes à mesma categoria: alerta de ponto cego; de trânsito posterior; sistema de estacionamento automático. Mudanças serão incorporadas aos Cruze montados na Argentina para a modelia do próximo ano. Motorização turbo, 1.5 de 4 cilindros e 140 cv.

Soluções estéticas coreanas marcam a 2ª série do GM Cruze

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Alfa Romeo terá cupê, o Sprint >> Renascendo com esportivo 4C, sedã Giulia, utilitário esportivo Stelvio, a Alfa Romeo gesta um cupê derivado do Giulia. Será chamado de ´Sprint´, garante a inglesa Autocar, como as revolucionárias Giulia e Giulietta aos anos ´50. Mecânica refinada, para combater versões performáticas das marcas Premium Audi RS5, Mercedes-Benz C63 S cupê, BMW M4. Deverá ter versões V6/2.9, turbo com 641 cv e 4 cilindros, 2.0 e 345 cv. A nova intimidade da Alfa com a Fórmula 1, mesclada com a Sauber, agregará ao Sprint versão do sistema HY-KERS, da Magneti Marelli aplicado ao Ferrari ´La Ferrari´. É um motor elétrico com energia para fortificar a curva de torque do propulsor a gasolina. Reduz emissões e consumo e aumenta a performance.

Alfa Sprint, o forte cupê italiano

Alfa Sprint, o forte cupê italiano

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RODA-A-RODA

COMEÇOU – Nissan iniciou a produção da picape Frontier na fábrica Renault de Santa Isabel, Argentina. Terá mais opções ante o modelo trazido do México.

Nissan Frontier: primeira corrida industrial na Argentina

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CAMINHO – Primeira fornada é para aferir sequência de operações, ajuste de máquinas, afinação de processos, validação de partes vindas de fornecedores. Vendas? Início do segundo semestre.

DEPOIS – Após, com meia dúzia de alterações, será vendido pela Renault como “Alaskan” e, no próximo ano, em mudanças maiores, como Mercedes Classe X.

FORA – Surpreendentemente, o Grupo Gandini, importador da coreana Geely, com superficial montagem no Uruguai, desistiu da representação. Geely é, dentre as chinesas, das mais promissoras para negócios futuros.

MAIOR – Direta ou indiretamente está envolvida com Lotus; táxis ingleses; com a sueca Volvo; a malaia Proton e nova operação Lynk&Co. Seu controlador, poderoso chinês Li Shufu tem, pessoalmente, 9,5% da Mercedes-Benz. É o Mr.China…

RESULTADO – Sorrisos na FCA com os primeiros três meses na Itália: 28,7% das vendas, liderando segmentos com Fiat X500, Renegade, Compass, Alfa Stelvio; dos mais vendidos, os quatro primeiros e o sexto lugares. Panda é o líder.

PREMIUM – No Brasil a Mercedes-Benz fechou o primeiro trimestre liderando segmento com 2.551 unidades e 37,8% das vendas. Subiu 8% em relação a 2017.

MIX – Segredo está no rejuvenescimento da marca e na conformação estética do GLA, segundo mais vendido em 722 unidades. Líder, o Classe C, com 915.

RECOMEÇO – JAC lançou opção do utilitário esportivo T40, hoje o mais vendido de sua linha: transmissão CVT fazendo as vezes de automática.

INUSITADO Issao Misogushi, presidente da Honda, dirige a primeira unidade do importado Civic Si. Curiosidades: não requisitou, mas comprou. E não o fez à fábrica com desconto, mas em concessionário, a preço de tabela.

NEGÓCIO – Volkswagen vendendo Up! TSi, o turbo, com desconto de R$ 4 mil e financiamento dito como “sem juros”.

MARCO – MAN festeja 25 anos de produção do Volksbus e seus bons resultados de vendas, exportações e montagem em outros países. Não registrou a curiosidade de ter nascido como ônibus Ford, ficando com o produto quando da separação entre VW e Ford, unidas como Autolatina.

DE NOVO – A boa fórmula do táxi inglês, ameaçado de findar-se pelas exigências de emissões e a crescente proibição de circular em Londres, motivou a London Electric Vehicle a projetar novo modelo. Elétrico, baixo peso na carroceria, obtido com alumínio fornecido pela laminadora Novelli, para reduzir peso e aumentar autonomia. OOOO (Os artigos assinados por colaboradores desse site são de inteira responsabilidade dos seus autores. A editoria geral desse veículo, necessariamente, não concorda com todas as opiniões aqui expressas. Texto desta coluna tem autoria de Roberto Nasser)

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