29 / 03 / 2018

Conheça o Tiggo 2, o 1º produto da CAOA-Chery

 

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Em novembro do ano passado, 50% da Chery Brasil (empresa chinesa que construiu uma fábrica automotiva em Jacareí, SP), foi adquirida pelo Grupo CAOA, acrônimo de Carlos Alberto de Oliveira Andrade, médico paraibano que se tornou um dos empresários mais bem sucedidos do ramo de veículos do mundo.

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O conglomerado que envolve a fabricação e importação de veículos Hyundai, assim como a revenda de produtos Ford e Subaru, hoje é capitaneado por Mauro Luis Correia (presidente do Grupo CAOA), pelo engenheiro Márcio Alfonso (CEO da CAOA/Chery) e pelo próprio Dr Carlos Alberto de Oliveira. Eles detém atualmente 0,6% de ´market share´, mas a meta é chegar a 2% de participação no mercado brasileiro até o ano de 2020.

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Novos passos >> O primeiro fruto dessa fusão já batizada de ´CAOA-Chery´, é o SUV compacto Tiggo 2, um utilitário esportivo fabricado no interior de São Paulo e que já estará à venda nas 25 concessionárias da marca na semana que vem. Segundo os executivos da empresa, até o final de 2018 a rede de revendedores será duplicada, com a abertura de mais 30 lojas em todas as regiões do Brasil; e a expectativa de vendas desse modelo é de 8.000 unidades ainda este ano.

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Resumo do produto >> O Tiggo 2 se incorpora ao segmento mais competitivo do momento em todo o mundo. A CAOA-Chery enquadra-o como oponente direto, principalmente, dos veteranos Ford EcoSport e Renault Duster. O modelo chega com motor 1.5 Flex de 4 cilindros em linha, com comando de válvulas variável e sistema de partida a frio sem ´tanquinho´.

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Quando abastecido somente com álcool, esse motor entrega 115 hp de potência máxima e torque de 14,9 kgf.m, números equiparados à média dos SUVs dessa mesma categoria. O câmbio é manual de 5 marchas, mas a montadora promete uma versão automática ainda nesse primeiro semestre.

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Outros detalhes técnicos >> Com distância entre-eixos de 2.555 mm e comprimento de 4,2 m, o Tiggo 2 é bem compacto, mas tem porte agradável. Seu porta-malas comporta 420 litros de bagagem e as rodas são de liga leve com 16 polegadas. Outro detalhe importante é o sistema de freios ABS com disco nas quatro rodas.

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As duas configurações são bem completas e trazem pacote de itens de série mais amplo, por exemplo, do que o do Renault Duster. O Tiggo 2 “Look” tem preço sugerido de R$ 59.990 e a versão “ACT”, mais completa, é ofertada por R$ 66.490. Para esta última é possível adicionar a pintura preta no teto por um extra de R$ 1.500.

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Evolução >> Em relação ao primeiro Tiggo importado da China e revendido por aqui, o ´2´ é outro automóvel, muito melhor em todos os aspectos. A suspensão está bem acertada, o sistema de freio é eficaz e o conteúdo é muito completo, com vidros, travas e retrovisores elétricos, direção hidráulica, ar-condicionado, Isofix (fixador para cadeirinhas de bebê), sensor de ré e DRL (luz diurna de rodagem).

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A versão de topo (ACT) também vem com teto solar, central multimídia de 8 polegadas com espelhamento de celular Android e IOS, controle de tração e estabilidade, assistente de partida em rampa, volante multifuncional em couro e piloto automático.

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Frigir dos ovos >> O Tiggo 2 não decepciona: tem design bem atual e agradável e o padrão de acabamento é honesto, com tecido de boa qualidade nos bancos, vários porta-trecos e nível tecnológico equiparado à concorrência. A Chery global contratou Sérgio Loureiro, James Brian Hope e Hakan Saracoglu para comandar o time de designers da marca chinesa. O novo SUV já é uma produção dessa turma.

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O conjunto geral do carro agrada, mas há algumas ressalvas. Por exemplo, a inclinação das colunas “A” (que sustentam para-brisa frontal e portas dianteiras) é excessivamente ´fechada´. Isso pode incomodar o embarque e desembarque do motorista e passageiro da frente. Além disso, o desenho do quadro de instrumentos é um dos mais estranhos que já vi até hoje. Do lado esquerdo, o velocímetro começa a sua contagem muito na parte de baixo, ou seja, quando você está viajando a uma velocidade de 110 km/h, a impressão que se tem é que o ponteiro está marcando entre 50 e 60 km/h. Pode parecer uma bobagem, mas mudar isso é o mesmo que querer reinventar a roda. Há um século que se mantém um padrão muito parecido entre todas as grandes marcas mundiais e mais antigas, e ele funciona bem. E do lado direito do painel, o conta-giros, que marca entre 1.000 e 8.000 rpm, tem um ponteiro que se movimenta no sentido anti-horário, outra solução pouco usual e visualmente esquisita.

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No geral, é um produto interessante e que, finalmente, deverá começar a ganhar espaço no mercado. O modelo tem três anos de garantia para o veículo completo e cinco anos para o motor e câmbio. (Fotos: divulgação Chery)

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