17 / 05 / 2018

O SUV Rolls-Royce Cullinan: nome tão feio quanto

É o fim do mundo em diversidade automobilística ou apenas a clareza do fato da voz do mercado falar mais alto que imagem e tradição? Majestática Rolls-Royce, fabricante do mítico automóvel, identificado com nobreza e finura, gerador da noção de irretocável qualidade, caiu na vala comum da moda atual. Fez – ou cometeu – um utilitário esportivo. Deixou de ser exceção, pois a ex-irmã Bentley, hoje empresa Volkswagen, havia apresentado seu Bentayga há alguns meses. Com o Cullinan (o nome nada tem com a tradição da Rolls-Royce em batizar seus carros como fantasmas e assemelhados) sendo sobrenome do dono da mina na África do Sul, onde encontrado o maior diamante já visto: 3.106 quilates, quer entrar no segmento. Nos três anos entre projeto e conclusão, partiu da nova plataforma em alumínio empregada no Phantom VII. Na prática recebeu sistema de tração nas quatro rodas, suspensão frontal McPherson, traseira por quatro barras de ligação. Interior com quatro ou cinco lugares. Não houve cuidado para aliviar a sensação provocada pelas pesadas linhas frontais, o mal acabamento estético entre capô e a grade em forma de frontal de Panteão, a visualmente densa Coluna D.

Rolls-Royce Cullinan: o impossível acontece

Rolls-Royce Cullinan: o impossível acontece

Infodiversão mandatória, couro e madeira da melhor qualidade, pensada habilidade para montagem e motorização para permitir irresponsabilidades ao volante. O Cullinan tem obrigação de superar o novo Land Rover nos quesitos habilidades e segurança. A base mecânica BMW inclui motor V12/6.2 litros, dois turbos, produzindo em torno de 520 cv. Transmissão automática ZF com 9 marchas, habilidade de baixar a carroceria para uso em piso liso. Mede 5,3 m de comprimento, 2,1 m de largura e 1,8 m de altura, pesando nada leves 2.660 kg. Usa rodas com aro de 22 polegadas. Custa (na Europa) US$ 685 mil, cerca de R$ 2,5 milhões.

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Os carros antigos no Detran >> Detran paulista, agressivo em informações, divulga levantamento sobre as 10 marcas com mais representantes dentre os veículos licenciados como carros de coleção. São os popularmente denominados ´Placa Preta´, identificação visual da classificação onde se exige ter mais de 30 anos de produção e, em tese, originalidade total em aparência e operação. Os números são curiosos, em especial quanto ao veículo em menor quantitativo, o Karmann-Ghia conversível. O Estado de São Paulo, com a maior frota nacional, registra apenas 14 unidades. A do Distrito Federal, percentualmente muito inferior, cadastra 4 unidades. Fusca, naturalmente, como veículo mais vendido no país por largo prazo, lidera a listagem com 6.420 registros. Dentre as marcas importadas, a norte-americana Cadillac se destaca com 355 unidades.

Fusca, um em cada 5 antigos. Aqui o famoso Horácio e seu dono Erwin Moretti

Fusca, um em cada 5 antigos. Aqui o famoso Horácio e seu dono Erwin Moretti

Confira os ´top 10´: 1º) Fusca com 6.420 unidades assim divididas: 1300 (3.241), 1500 (1.200 UN) e 1200 (996); 2º) Opala (1.316); Dodge (1.047)/ Charger RT (201), Cupê Luxo (122), Dart (112); 4º) Puma (695) / GTS (323), GTB (173) e GTE (52); 5º) Brasília (544); 6º) Maverick (486); 7º) Kombi (486); 8º) Corcel (457); 9º) Karmann Ghia (413) e 10º) Cadillac (355 unidades).

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RODA-A-RODA

AÇÃO – Presidente novo, versão nova. Aparentemente fatos podem estar ligados com o lançamento de versão de entrada a preço menor, da linha Fiat Argo. Comemora 1 ano de vida e 50 mil unidades vendidas.

OPÇÃO – Chama-se apenas Argo 1.0 e mantém conteúdo: ar-condicionado, vidros elétricos dianteiros, travas e direção, sistema Stop&Start, ESS (a sinalização de frenagem emergencial), equipamentos vistos em versões superiores de outras marcas. Preço inicial de R$ 45.000, inflado se agregados pacotes opcionais. Próximo degrau em conteúdo e preço, Drive 1.0 a R$ 47.800.

Argo simplesmente ´1.0´. Novidade da Fiat

Argo simplesmente ´1.0´. Novidade da Fiat

RENOVAÇÃO – Chevrolet anunciou medida corajosa: 20 lançamentos até 2022, entre atualização de produtos e lançamentos. Em face marqueteira, Carlos Zarlenga, presidente GM Mercosul promete surpresas e tecnologias inéditas. Anúncio parece resposta ao feito pela Volkswagen na Argentina, em dezembro, detalhando seu Plano-Produto.

QUEM CHEGA – Novo Equinox mexicano; revisão no Spin; atualização do Cruze. Novidade maior, o Projeto AVA, sigla de “Alto Valor Agregado”, veículo projetado para ser entrada de mercado. Tipo um Kwid da GM…

QUEM SAI – Haverá corporificação do Projeto GEM, dito para mercados emergentes, projetado para ser a compra inicial. Rótulo assusta ao indicar coisas simplificadas em construção e tecnologia. Substituirá Onix, Prisma, Cobalt, Spin e a Montana.

SEM CHANCES – Informação publicada na última Coluna sobre o lançamento do novo Duster, foi aclarada por fonte Renault: coisa para longo horizonte. Sequer estará no Salão do Automóvel, outubro/novembro deste ano…

COM CHANCES? – Novidade maior não está em ser mais comprido, mas na motorização de 4 cilindros, 1.3, turbo e 150 cv de potência, substituindo o atual 2.0 e 143 cv. Sobre este, questão paralela: para fazê-lo com tal configuração, somente com sinal na regra do setor, a ainda inédita Rota 2030.

ATRATIVO – Para vender, fabricantes fazem contorcionismos para atrair clientes: entrada em 6 vezes; prestações de R$ 99 no primeiro ano; juros contidos; descontos; valorização de usados. No balcão é a hora da pesquisa e da barganha.

PLACAS – Contran adiou pela terceira vez o início da vigência de placas no modelo Mercosul a novos emplacamentos e transferências. Teve o bom senso de explicitar não ser obrigatória a substituição em veículos já licenciados.

PRÁTICA – Novo início em 1º de dezembro de 2018. Será tecnologicamente atualizada, com chip eletrônico e QR Code, dispensando lacre, facilitando formação de um banco de dados Mercosul.

COMO É – Quatro letras e três números, permitindo maior número de combinações. Cores alteradas: fundo sempre branco e dígitos coloridos: passeio, preta; comerciais, vermelha; oficiais, azul; em testes, verde; diplomáticos, dourado. De coleção, hoje ditos ´Placa Preta´, terão letras e números prateados. Nome do país na parte superior, cidade, estado e brasão na lateral direita. Dimensões mantidas.

FORA – Volkswagen não estará no Salão de Paris em setembro, referencial evento do setor: custos impostos pelos franceses. Suas marcas Seat, Audi e Sköda, irão.

UNIÃO – Norte-americana de motores diesel Cummins e chinesa de motores diesel JAC fizeram união sobre casamento antigo. A JAC tinha participação da Navistar, concorrente mundial da Cummins.

TESTEMUNHA – Quem for a Araxá (MG) ao final do mês para o Brazil Renault Classics, o mais elegante dos encontros de automóveis antigos no país, verá réplica da Voiturette, pequeno automóvel, origem da marca. Será uma das atrações. No evento, palestra de Alain Tissier, até pouco tempo Vice-Presidente, sabido na marca e integrante da história da Renault Brasil desde a instalação, há 20 anos.

Réplica da Renault Voiturette estará em Araxá

Réplica da Renault Voiturette estará em Araxá

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Testar testando >> A Mercedes-Benz deu passo importante ao aplicar R$ 90 milhões nos serviços de implantação de 12 quilômetros para uma pista exclusiva a seus caminhões novos. Fica na fazenda comprada pela empresa, em Iracemápolis (SP), onde desbastou um canavial e implantou sua fábrica de automóveis. Curiosamente a pista de teste não servirá a estes, mas exclusivamente aos veículos pesados. Eventual desdobramento dependerá do regramento para a atividade de fazer veículos, a ser expresso no programa do setor, o Rota 2030. Construção da pista trará economia a longo prazo. Atualmente a Mercedes aluga circuitos para testar caminhões, em operação extremamente cuidada para evitar o vazamento de informações quanto às novidades contidas e resultados aferidos.

Pista da Mercedes-Benz em Iracemápolis

Pista da Mercedes-Benz em Iracemápolis

De acordo com Philipp Schiemer, presidente da pioneira fabricante, “as exigências de qualidade para caminhões estão cada vez maiores”. A escolha por Iracemápolis foi de ordem econômica, pois não exigiu investir na aquisição da área. A nova estrutura permitirá, também, oferecer tais serviços a outras marcas e até a matriz e às filiais da Mercedes, pois segundo lembra, as estradas brasileiras são severas e o desenvolvido para nossas condições pode ser replicado para demais países. OOOO (Os artigos assinados por colaboradores desse site são de inteira responsabilidade dos seus autores. A editoria geral desse veículo, necessariamente, não concorda com todas as opiniões aqui expressas. Texto desta coluna tem autoria do jornalista Roberto Nasser)

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